RÁDIO CIDADE MATOSINHOS

quarta-feira, 20 de junho de 2012

VÍTOR PÁDUA GUARDA-REDES DE FUTEBOL (em entrevista)


Victor Hugo Pádua Ferreira Moita, Nascido a 1987-10-29 (24 anos), Natural de Matosinhos
VÍTOR PÁDUA guarda-redes está livre de compromisso.
O guarda-redes depois de abandonar a competição em Dezembro último, por motivos profissionais pretende voltar à competição.
Vítor Pádua guarda-redes felino, muito bom dentro dos postes, é capaz de proporcionar defesas espantosas. Quando está bem, é capaz de ser intransponível.
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MITCH- Como é que o futebol surgiu na tua vida? O que pensas desta modalidade?

VÍTOR PÁDUA - O futebol nasce na minha vida quando eu era bem pequenino, eram tempos em que nos meus 6/7 aninhos, ao fim de semana já me apanhavam às 8h da manhã sozinho a jogar futebol no jardim do prédio que habitava na Senhora da Hora. Tinha também um senhor amigo da família, infelizmente já falecido, que me levava ao antigo Estádio das Antas, para ver o Futebol Clube do Porto jogar e que me fez sócio do clube tendo eu 5 anos. Portanto o futebol na minha vida nasceu bem cedo e têm-me acompanhado ao longo destes anos bem ligado a mim, assumidamente como uma das minhas grandes paixões.
O futebol é uma modalidade que se for levada a sério se criam laços muito fortes, uma modalidade apaixonante. O vicio de ganhar, o nervoso miudinho antes das partidas começarem, a alegria nas vitórias, o choro nas derrotas, tudo isto faz com que nós jogadores tenhamos uma visão da vida mais alargada e mais clara, pois como na vida, o futebol é um perde e ganha, e como ninguém gosta de perder há que fazer tudo o que está ao nosso alcance para vencer. Queria imenso que o futebol continuasse a ser como é até hoje, o desporto rei. E os votos que faço, é que Deus me dê muita saúde, que todas as lesões que tive e poderei ter, me deixassem jogar sempre, até que um dia, por não poder mais, tenha de terminar a carreira de jogador.Que seja daqui a 25 anos.

M - Normalmente na formação, ninguém gosta de ir à baliza, como é que surgiu a hipótese de seres guarda-redes?

VP – Eu, fui crescendo numa época em que o Futebol Clube do Porto vencia títulos atrás de títulos, e eu era um menino que acompanhava isso aguerridamente. Nessas mesmas grandes equipas que o Futebol Clube do Porto construía, havia um nome que estava a dar que falar no futebol Mundial... Victor Baía. Desde aí que nunca mais tirei da ideia que um dia haveria de ser como ele e aí nasceu o meu amor pela baliza e impus a mim mesmo uma meta e um objetivo que era lutar para um dia chegar pelo menos a ser quase tão bom quanto ele.

M - Tens alguma referência que te inspire na baliza?

VP - Sem dúvida, o Victor Baía! Para mim, o melhor guarda-redes português de todos os tempos sem sombra de dúvida. A maneira como se posicionava na baliza, o controlo que tinha sobre a defesa, a autoridade e acima de tudo a humildade fazia dele o ídolo de todos os guarda-redes daquela altura e mesmo os da atualidade. Um senhor.

M - Depois de dois anos no SCS Hora, sais-te para o Lavrense… depois surgiu o Fiães e o regresso a Matosinhos para representares o Infesta, Como é que isso aconteceu?


VP - A minha ida para o Infesta surgiu através de contactos que tinha com uma pessoa amiga. Falaram-me muito bem do clube, e que de facto que grande clube que é, adorei o tempo em que lá estive, e fui falar com o treinador José Manuel. No meio do nosso diálogo, e se bem me lembro, ele tinha dito que em Dezembro, na altura em que representava o Fiães, ele já teria retirado informações minhas e já tinha visto a minha ficha de jogador num site de futebol, portanto não era um desconhecido para ele. Falamos, fomos francos e sinceros um com o outro e eu reparei logo que estava a lidar com gente de carisma, com uma personalidade forte e séria. Como posso dizer mesmo de diretores e especialmente do Presidente, que me recebeu de braços abertos no seu escritório e esteve a contar-me resumidamente a grande história deste grande clube de Matosinhos. Devido a motivos de força maior, que graças a Deus já está tudo ultrapassado tive de abandonar o clube, com grande mágoa e tristeza minha. Se bem me lembro, foi dos dias mais dolorosos da minha vida, ter de deixar aquilo que hoje continua a ser das minhas grandes paixões.

M - De todos estes anos de carreira, qual foi a época que mais te marcou?

VP - Tenho várias épocas marcantes e de sentimentos distintos.
Lembro-me perfeitamente da subida de divisão pelo Sport Clube Senhora da Hora logo na minha época de estreia de sénior pelo clube e o quanto era importante esse titulo para o clube. Também guardo na memória quando fiz a minha estreia no futebol pelo Leixões Sport Clube, um clube que eu espero que consiga debater-se até ao fim, porque um histórico de Matosinhos não pode estar numa situação como esta, penso que seja demasiado injusto e é uma pena para o futebol em si. Lembro-me duma época fantástica que tive ao serviço do Lavrense Futebol Clube, que fez com que desse o salto para o Fiães na época seguinte. Essa época teve um misto de emoções enorme, ninguém dava nada por nós e de um momento para o outro lá estávamos a lutar pela subida de divisão que nos escapou apenas por escassos pontos. A muito se deve ao treinador que tínhamos na altura, Junas Naciri, que tem um enorme talento e sabe como fazer as equipas praticarem um futebol bonito e com resultados. A época em que acho que ficou muita coisa por fazer, muita coisa para provar, foi esta ultima, no Infesta, que infelizmente tive que abandonar. Senti um vazio enorme porque sentia que podia, se pudesse, dar muito mais ao clube, senti que poderia ser o meu ano, mas infelizmente assim não se concretizou, mas que no fim tive uma grande alegria pelo Infesta ter subido de divisão com toda a justiça e lutando contra todas as adversidades.

M - Tens algum encontro que te vá ficar positivamente para sempre marcado na memória?

VP - Por acaso, tenho vários, e ainda bem, pelo facto de eles não me saírem da memória.
Jogos como contra o Varzim, na minha época de Junior, frente ao Futebol Clube do Porto, num jogo de apresentação, frente ao Salgueiros 08 quando representava o Lavrense, esse jogo foi espetacular, tivemos muito bem, um grande espirito de equipa e felizmente correu tudo bem para nós e para mim também, que estive muito bem nesse jogo, travando vários remates para desespero dos atacantes da equipa do Salgueiros 08.

M - E dos atletas que já defrontas-te, qual foi aquele que para ti, te deu mais trabalho?

VP - Ora bem, essa pergunta é um pouco difícil, porque defrontei bons jogadores, excelentes pontas de lança, mas tenho alguns que tive duelos intensos e que até são internacionais como é o caso do Caetano e do Yazalde. Do Caetano, pela sua técnica e rapidez e do Yazalde pela sua força e posicionamento no campo. Um segundo de distração e já ele tinha passado por mim para depois apenas encostar para fazer o golo, como aconteceu num jogo em que se disputou na Póvoa do Varzim para o campeonato.

M - Estás de regresso com toda a gana, presumo, o que perspetivas para o futuro?

VP - Estou com uma vontade imensa de voltar a pisar um relvado e de ver um estádio com pessoas a vibrar com o futebol. O bichinho do futebol nunca saiu de dentro de mim e custava-me imenso não estar a fazer aquilo que mais gosto na vida. Eu respiro futebol, e estou pronto, para que aos poucos tudo volte a ser como dantes, tou muito entusiasmado com esta nova oportunidade que a vida me deu. As perspetivas que tenho são fazer uma grande época, que seja a minha época. Encarar duma forma lutadora e cheio de vontade de singrar de uma vez por todas no Mundo do futebol. Tenho de estudar as propostas que vão surgindo, não tendo para já tomado nenhuma decisão quanto ao clube que vou representar, há que dar tempo ao tempo para não tomar nenhuma decisão precipitada e espero fazer a escolha certa para prosseguir a minha carreira de jogador de futebol.

M - Queres deixar uma mensagem para os adeptos?

VP - O que queria dizer aos adeptos é o seguinte: Nós, jogadores de futebol, não somos máquinas, somos seres humanos como qualquer outra pessoa. Temos dias bons e temos dias maus e com certeza que queremos sempre dar o nosso máximo em prol do clube que representamos e para o nosso próprio bem como é claro. Portanto queria que estivessem mais do lado dos jogadores quando algo corre mal, se estamos em campo, se corremos, se nos cansamos, se nos magoamos é porque temos amor pelo aquilo que fazemos e não porque estamos ali a passar o tempo. Apoiem-nos sempre, e vão aos estádios ver o futebol. Vocês fazem parte da festa ou melhor, a festa começa pelo vosso lado. O futebol é uma coisa única. Nós precisamos de vocês. Um grande abraço para todos vocês e em especial para o Sr. Mitch o meu muito obrigado por divulgar cada vez mais o futebol de Matosinhos.

MITCH – Obrigado Vítor por me teres concedido esta entrevista, desejo-te boa sorte para o futuro.

VITOR PÁDUA - Desde já, é com grande orgulho que tenho o prazer de ser entrevistado pelo senhor "Futebol de Matosinhos" e dou os meus parabéns pelo trabalho desenvolvido até agora, que é de facto muito bom.

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