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terça-feira, 7 de abril de 2020

SINDICATO CONDENA RECURSO AO LAY-OFF

O Sindicato dos jogadores condena o recurso ao lay-off de vários clubes, o Leixões ainda está a pensar se vai ou não atuar, emitiu o sindicato em comunicado.

""É escandaloso que alguns clubes procurem recorrer aos apoios estatais desta forma, passando para a sociedade portuguesa a mensagem de que, em tempos de crise, não só não conseguem resolver os problemas que os afetam, como ainda vão exigir fundos que deveriam estar disponíveis, de forma imediata, para os portugueses e respetivos setores de atividade em risco de colapso", salientou Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato.

"Numa altura em que se sabe que as operadoras televisivas cumpriram as obrigações respeitantes ao mês de março, em que o governo do futebol está a fazer um esforço para encontrar soluções e os jogadores mostraram disponibilidade para uma negociação séria, é escandaloso que alguns clubes procurem recorrer aos apoios estatais desta forma, passando para a sociedade portuguesa a mensagem de que, em tempos de crise, não só não conseguem resolver os problemas que os afetam, como ainda vão exigir fundos que deveriam estar disponíveis de forma imediata, para os portugueses e respetivos setores de atividade em risco de colapso", descreveu.

O Sindicato vai "convocar todas as entidades públicas e órgãos de governo do futebol, para a necessidade de pôr termo a uma atuação que lesa os jogadores, mas sobretudo os contribuintes e o país".

Com a suspensão do campeonato, as receitas caíram de uma forma drástica. A redução dos salários dos jogadores já está em marcha em vários países europeus.


Fonte da Foto: DR


Diogo Bernardino

ÚLTIMA HORA: LEIXÕES VAI AVANÇAR COM O LAY-OFF

O presidente da SAD do Leixões Paulo Lopo revelou que o clube vai avançar com o pedido de lay-off depois de não ter havido acordo entre a Liga e o Sindicato, revelou à SPORTTV.

"O Leixões esteve em sintonia com a Liga e com a Federação, na tentativa de chegar a um acordo com o Sindicato. O prazo que estava estabelecido era o dia 06 de abril, pediram-nos mais um dia e nós concedemos. Como não houve um acordo por parte da Liga, Federação e Sindicato, vamos avançar com o lay-off", apresentou.

O presidente da SAD dos 'bebés do mar' mencionou que as vendas são "uma das maiores receitas" do clube e que se o clube vivesse só do dinheiro da televisão "não tínhamos a mínima hipótese de sobreviver".

"Nós estamos impedidos de exercer o nosso negócio que é jogar futebol e o negócio por um todo carece de ter jogadores em campo a jogar futebol porque uma das maiores receitas que nós temos é a televisão mas também as vendas. O Leixões é um clube muito vendedor e habitualmente faz boas transferências no mercado e sem haver futebol não há vendas", mencionou.

"Quando fazemos o orçamento, o presidente do sindicato vem dizer que pagando a televisão que todos nós temos de prestar as nossas obrigações para com os jogadores, se nós vivêssemos do que a televisão paga não tínhamos a mínima hipótese de sobreviver. A televisão é uma fatia considerável, mas as vendas são fundamentais", descreveu.

Este afirmou que todos os clubes tem de "colaborar para esta crise" para reerguer economicamente o futebol.

"Temos de ter uma previsão daquilo que é normal vender e nestas condições não somos capazes de vender e por isso todos os clubes tem de aderir ao lay-off, porque todos temos de colaborar para esta crise, não devem ser só os jogadores a pagar a crise, mas também não devem ser só os clubes e empresas a pagar a crise. O jogador de futebol tem a obrigação de abdicar de uma parte do orçamento na reestruturação económica do futebol", realçou.

Paulo Lopo frisou que vai haver um futebol completamente diferente depois da pandemia, com um rigor que "vai ser muito maior".

"Penso que vai mudar muito o futebol e porque nós fazíamos previsões e trabalhávamos sobre pressupostos que vivíamos num clima seguro. Há muitos anos que não havia uma guerra com uma grandeza destas na Europa. Percebemos que há um amanhã em que pode parar todo por causa de um outro COVID que venha a aparecer. O rigor vai ser muito maior, mais nos clubes da Segunda Liga, porque nos últimos dois a três anos houve um agravamento muito grande nos ordenados que se pagam das vendas que se conseguiam fazer", esclareceu.

O regresso ao trabalho para o Leixões, os jogadores que fizerem parte do plantel vão ter de reduzir o seu ordenado em 33%, sendo que a SAD assegura dois terços dos ordenados dos futebolistas (66%).

No lay-off, a empresa pode beneficiar deste apoio financeiro durante um mês, período que poderá, excecionalmente, ser prorrogado mensalmente, até ao máximo de 3 meses.



Fonte da Foto: DR


Diogo Bernardino

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