CTFD PortoGaia, no Olival
13.ª Jornada II Liga
Árbitro: Bruno José Costa
FC Porto B 1-0 Leixões
Ao intervalo: 0-0
Marcadores: João Marcelo (47)
Disciplina: cartão amarelo a Kiki (14), Rodrigo Pinheiro (19), Hélder Morim (25), Silvestre Varela (55), Gonçalo Borges (60), Léo Bolgado (82) e Ricardo Silva (90+1)
FC Porto B: Ricardo Silva; Rodrigo Pinheiro, Romain Correia, Zé Pedro, Léo Borges, João Marcelo, Mor Ndiaye, Bernardo Folha, Gonçalo Borges (Peglow, 89), Silvestre Varela (João Mendes, 89) e Danny Loader (Jorge Meireles, 76)
Treinador: António Folha
Leixões: Stefanovic; Calasan, Léo Bolgado, Christophe, Coronas (Luisinho, 85), Moustapha Seck, Hélder Morim (George, 57), Kiki (Isnaba, 76), João Oliveira (Sapara, 57), Thalis (Mory Bamba, 85) e Luan Santos
Treinador: José Mota
O golo de João Marcelo desatou o nó no marcador, somando assim o Leixões o quinto jogo seguido sem vencer, a terceira derrota consecutiva.
A formação de José Mota teve seis alterações em relação ao jogo com o Trofense, com as entradas de Stefanovic, Coronas, Seck, Kiki, Thalis e Luan Santos nos lugares de Beunardeau, Luisinho, João Amorim, Ben, Sapara e Wendel.
Faltou discernimento, capacidade técnica e clarividência em alguns momentos para desferir o golpe final.
No início da primeira parte, ambas as equipas estavam num jogo encaixado, que se jogava muito a meio-campo e mais longe das duas balizas.
Ambas as equipas sem grande capacidade para vencer as defesas contrárias.
A formação leixonense queria construir com tranquilidade as jogadas, com um futebol apoiado, curto, optando pela desmarcação, com destaque para Seck e Kiki.
Oportunidades de ambos os lados, nos primeiros 20 minutos, com Loader e Gonçalo Borges a rematar à baliza de Stefanovic e por parte do Leixões por Hélder Morim aos sete num pontapé de ressaca e aos 18 Kiki após um erro de Romain Correia com um remate rasteiro ao lado.
O Porto B e o Leixões defendiam bem, sendo que ambas as formações tinham dificuldades em organizar jogo.
A formação matosinhense esteve melhor ao condicionar a primeira fase de construção dos 'dragões' na primeira metade dos primeiros 45 minutos.
O Leixões tentava explorar as saídas rápidas após os 'portistas' subirem as linhas, mas os 'azuis e brancos' travaram as investidas.
Os 'dragões' ganharam metros para se instalar no meio-campo ofensivo e teve mais bola na segunda metade da primeira parte.
Bem perto do intervalo, Silvestre Varela com um remate acrobático quase a bater Stefanovic, que se limitou a segurar a bola, num remate à figura.
O Leixões começou melhor, mas gradualmente foi perdendo iniciativa de jogo.
No reatar da partida, o FC Porto não podia pedir melhor início.
Aos 47 minutos, João Marcelo, central que jogou a médio defensivo, subiu até à área matosinhense para dar o melhor seguimento a um cruzamento milimétrico de Léo Borges com um cabeceamento que só parou no fundo das redes.
O Leixões teve de subir as linhas para tentar criar perigo e gradualmente a formação matosinhense começou a ter mais bola.
Mas o facto de ter mais posse do esférico, não se traduziu em remates com perigo.
O FC Porto conseguiu ter mais bola e jogar com mais tranquilidade e a partir dos 64 minutos teve muitas oportunidades para marcar e estar mais confortável no encontro, sendo que Stefanovic foi fundamental para parar as intenções dos portistas.
Primeiro por um erro leixonense e Borges a rematar para intervenção do guardião sérvio, aos 67 excelente intervenção a um livre de Zé Pedro e aos 68 cabeceamento de Mor N'Diaye ao lado.
Aos 83 Varela com um remate cruzado quase batia Stefanovic que se esticou para uma grande intervenção.
As entradas de Sapara e George não trouxeram nada de novo para o Leixões.
Isnaba que entrou aos 76 esteve muito interventivo, este que regressou aos jogos do plantel principal, tem jogado pelos sub-23, teve de cabeça por duas vezes a oportunidade de marcar.
Na parte final da partida, no último quarto de hora, o Leixões teve duas oportunidades de ouro, primeiro aos 74 Thalis com um remate cruzado a levar muito perigo falhando por pouco o alvo.
Aos 89 Christophe obriga Ricardo Silva a fazer uma defesa extraordinária, daquelas que valem vitórias.
Um remate fortíssimo, muito longe da baliza, Ricardo Silva teve de se aplicar para travar o remate cheio de intenção.
O Leixões apertava nos últimos minutos para chegar ao empate, mas os dragões marcaram de forma curta os pontapés de baliza para poderem gerir melhor a bola e segurar o resultado.
O Leixões, 13.º classificado com 15 pontos na próxima jornada, no sábado às 15:30 recebe o SC Covilhã.
Fonte das Fotos: Leixões SAD
Diogo Bernardino