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sábado, 20 de novembro de 2021

LEÇA VOLTA A SER GIGANTE E CONTINUA A FAZER HISTÓRIA NA TAÇA

Estádio do Leça FC

4.ª eliminatória Taça de Portugal

Árbitro: Cláudio Pereira (AF Aveiro)

Leça 1-0 Gil Vicente


Ao intervalo: 0-0

Marcador: Diogo Rosado (65)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Miguel Lopes (27), Emmanuel Hackman (34), Diogo Rosado (42), Kiki Ballack (55), Nuno Barbosa (69), Zé Carlos (79) e Lucas Cunha (90+4). Cartão vermelho direto para Luís Pinto, treinador do Leça (82).


Leça: Gustavo Galil, Álvaro Milhazes, Kiki Ballack (Max Lapushenko, 88), Materazzi, Rui Bruno, Joel Mateus, Henrique Martins, Diogo Ramalho, Diogo Rosado (Luís Neves, 74), Miguel Lopes (Jorge Monteiro, 71) e Nuno Barbosa.

Treinador: Luís Pinto


Gil Vicente: Brian Araújo, Emmanuel Hackman (Zé Carlos, 67), Iago Maidana, Lucas Cunha, Henrique Gomes (Giorgi Aburjania, 78), Vitor Carvalho (Fran Navarro, 78), Pedrinho, Matheus Bueno (Kanya Fujimoto, 61), Bilel (Samuel Lino, 61), Murilo Souza e Élder Santana.

Treinador: Ricardo Soares


Com a garra e uma boa qualidade de jogo que é característico do Leça, a formação leceira voltou a ser gigante e continua a efetuar história na Taça ao repetir a proeza de eliminar mais uma equipa da I Liga.

São estes os jogos que fazem da Taça de Portugal a prova rainha do futebol português com o Leça a continuar a escrever mais uma página na história desta competição, ao vencer os gilistas após vencer o Arouca também da I Liga na eliminatória anterior.

A formação leceira orientada por Luís Pinto jogou em 5x3x2, com Galil, Kiki Ballack e Diogo Rosado como as novidades substituído João Pinho, Luís Neves e Nani.

Um momento de pura classe de Diogo Rosado coloca a formação leceira com o sonho de ir o mais longe possível na Taça bem vivo.

O resultado justo foi fruto da boa organização em termos defensivos, não permitindo ao Gil Vicente criar lances de perigo, critério com bola em organização como em transição, mais determinado, mais agressivo e ambição de ser melhor que o adversário, o que conseguiu. 

O Gil Vicente tinha mais posse de bola e mais tempo para poder organizar os ataques, mas durante boa parte do jogo, a formação de Barcelos trocou muito a bola, mas sem conseguir traduzir a posse de bola em remates.

O Leça sempre que podia, chegava com muito perigo ao último terço e prova disso foi aos nove minutos quando Diogo Ramalho que pica para a entrada de Diogo Rosado que atira para boa defesa do guarda-redes do Gil, Brian.

O Leça continuava a rematar à baliza quando aos 19 numa boa saída do Leça com Henrique a disparar à entrada da área para as mãos de Brian e aos 33 Rosado lança Diogo Ramalho e este toca para Miguel Lopes, com o avançado a encarar Hackman e a rematar para as mãos de Brian.

A formação leceira utilizava as saídas rápidas como uma das suas armas, para poder chegar ao último terço, enquanto os gilistas tinham mais bola e circulavam-na por todo-o-terreno, mas sem encontrar soluções para rematar à baliza de Galil que foi um mero espetador nos primeiros 45 minutos.

O Gil teve dois remates, mas muito desenquadrados à baliza de Galil que se limitou a ver a bola a sair muito por cima das redes leceiras. Muito curto para uma equipa da I Liga.

Na segunda parte o Leça volta a entrar melhor, quando aos 49 Miguel Lopes foge a Hackman e dispara, a bola desvia no defesa do Gil e por pouco não trai Brian e logo a seguir Nuno Barbosa a rematar para as mãos do guardião gilista.

Os dois remates levaram a que os gilistas despertassem e começassem a criar perigo por Hackman aos 53 que dispara para boa defesa e aos 54 Élder Santana com um cabeceamento, mas agarra Galil. Rodrigo Soares sentia necessitar de jogadores mais ofensivos e colocou em campo Samuel Lino e Fujimoto.

Após Pedrinho rematar à figura do guarda-redes aos 60, o Leça marcou e que belo momento de pura classe, de génio que Diogo Rosado fez.

Aos 65 saída rápida do Leça com a bola em Miguel Lopes no corredor central, com mestria e com critério vê Rosado solto no lado oposto e dá-lhe a bola. Este com um pontapé ao ângulo da baliza de Brian que ainda tocou na bola, a "redondinha" entra no fundo das redes.

O golo foi o tónico de uma explosão de alegria, merecido pelo, o que o Leça produziu durante o encontro.

A partir daqui o Leça defendia no seu meio-campo, aproveitando o contra-ataque para poder "matar" o jogo, com o Gil a prescindir de um defesa para colocar mais um ponta de lança na área, jogando apenas com três elementos defensivos. 

Aos 83 o árbitro mostra o cartão vermelho ao treinador do Leça, Luís Pinto.

A formação leceira resistiu com tranquilidade, com mais ou menos dificuldade, aos ataques da formação gilista.

Galil foi novamente um dos heróis da eliminatória quando aos 88 Lino cruza, com Navarro a não conseguir o desvio, mas a bola quase a entrar na baliza, valendo a defesa do guardião brasileiro.

O triunfo e o estatuto de tomba-gigantes na Taça assenta que nem uma luva ao Leça. O Leça trabalhou com afinco e adaptou-se melhor aquilo que o jogo pedia.

"Ao intervalo disse que íamos passar. Acreditava que o trabalho que tínhamos feito na primeira parte era uma amostra do que iríamos fazer na segunda parte. Disse-lhes que íamos marcar e que a eliminatória ia ficar em Leça, além de uns pequenos ajustes táticos", revelou Luís Pinto.

"A Taça é uma boa montra para estes jogadores. Não negamos isso. É bom para todos os envolvidos ter bons resultados. A equipa técnica é jovem e tem ambições. Muitos dos jogadores são jovens e dão-se a conhecer aos poucos. Todos reconhecem que temos jovens de bom valor, mas se calhar estavam um pouco escondidos fruto da menor projeção que existe nestas divisões", descreveu.

O presidente António Pinho espera que um grande do futebol português seja o próximo adversário do Leça na Taça e que não está equacionado haver prémios, pois "a minha preocupação é pagar as mensalidades aos jogadores".

O Leça saberá na próxima quinta-feira o seu adversário na Taça e no próximo domingo no campeonato às 15:00 recebe o Ferreira de Aves.


Fonte da Foto: Leça FC


Diogo Bernardino

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