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sábado, 28 de agosto de 2021

LEIXÕES MERECIA TER SAÍDO DE VILA DO CONDE COM OUTRO RESULTADO


Estádio dos Arcos em Vila do Conde

4.ª Jornada da II Liga

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)

Rio Ave 2-1 Leixões


Ao intervalo: 1-0

Marcadores: Zé Manuel (22); Wendel (49 g.p.) e Pedro Mendes (52)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Gustavo França (45 e 90+3), Vítor Gomes (57), Seck (78), Zé Manuel (79), Aderllan (90+1) e Ângelo Meneses (90+6). Expulsão por acumulação de cartões amarelos a Gustavo França (90+3)


Rio Ave: Jhonatan, Sylla (Fábio Ronaldo, 71), Hugo Gomes, Aderllan, Pedro Amaral (Ângelo Meneses, 81), Guga, Vítor Gomes (Zimbabwe, 67), Joca (Ukra, 81), Gabrielzinho, Zé Manuel e Pedro Mendes (Yakubu, 81)

Treinador: Luís Freire


Leixões: Beunardeau, Pastor, Léo Bolgado, Gustavo França, Moustapha Seck, Christophe (Wallyson, 60), Fabinho (Yuri, 81), Hélder Morim (Thalis, 81), Sapara (Kiki, 38), Jefferson Encada (João Oliveira, 61) e Wendel

Treinador: José Mota


O Leixões merecia sair de Vila do Conde com outro resultado, após Hugo Miguel não ter apontado grande penalidade após Aderllan cortar a bola com a mão no coração da área e pela qualidade de jogo na segunda parte.

Num jogo emotivo, intenso e de alto quilate, o Leixões jogou olhos nos olhos com o Rio Ave e não encolheu os ombros com uma excelente segunda parte em que foi superior a um candidato à subida de divisão.

José Mota apenas mudou duas peças em relação ao onze dos últimos jogos com a estreia de Pastor, o defesa lateral brasileiro ex-Ferroviária no lugar de João Amorim e de Jefferson Encada no lugar de Thalis.

Com a presença de 220 adeptos e sócios leixonenses nos Arcos, num jogo a alto ritmo, ambas as equipas respondiam com qualidade aos ataques do adversário. Logo aos 30 segundos, Guga levou Beunardeau a uma bela defesa e aos cinco minutos Wendel muito ativo em termos ofensivos e defensivos com um bom controlo de bola fintou dois defesas e quase batia Jhonatan.

Ao longo da primeira parte, o Leixões tinha dificuldades em sair da primeira fase de construção com qualidade, sendo que o Rio Ave defendia com duas linhas de quarto jogadores. 

Christophe ajudava sempre os centrais ao iniciar as jogadas, sendo que os 'bebés do mar' apostavam em passes em rutura para Fabinho e Hélder Morim sempre atento a Aderllan aquando da marcação dos cantos dos vila-condenses.

O Rio Ave pressionava alto na recuperação de bola, quando o Leixões queria tentar ao primeiro toque e em contra-ataque criar jogadas de perigo. 

Seck tinha algumas dificuldades a travar Gabrielzinho que tinha sempre a bola em posse puxava pela quinta mudança para arrancar com a sua velocidade pelos corredores laterais. 

Os 'bebés do mar' exploravam a verticalidade e o poderio físico dos seus jogadores e a sua linha defensiva estava bem posicionada a pressionar a linha mais avançada dos vila-condenses.

Ao longo do jogo, os pormenores seriam uma das peças fundamentais para se encontrar o resultado do encontro. 

Aos 22 minutos o Rio Ave chegaria ao primeiro golo num momento em que os dois laterais trocaram de posição e com um cruzamento com precisão de Pedro Amaral para Zé Manuel que cabeceou para o fundo das redes. Beunardeau ainda tocou na bola, mas não foi o suficiente para evitar o golo.

O Rio Ave com boas jogadas e com boa dinâmica de jogo, colocava muitas dificuldades em deixar o Leixões sair com qualidade para o ataque. Christophe sempre vigiava Guga que era um elemento chave no Rio Ave quando conseguia desequilibrar a partir de trás.

A contenção feita a Encada, em que Pedro Amaral sempre se aproximava do avançado não permitia ao extremo criar jogadas com qualidade para desposicionar a linha defensiva dos vila-condenses.

José Mota ainda mexeu na equipa na primeira parte ao retirar Sapara para colocar Kiki com o objetivo de agitar o jogo, com a capacidade de arrancar com capacidade técnica, velocidade e qualidade para o último terço.

O Leixões melhorou a partir daqui e aos 41 minutos Hélder Morim cruzou com qualidade para Kiki que não conseguiu desfeitear o guarda-redes brasileiro.

A segunda parte foi escaldante e quentinha com vários lances polémicos, golos e oportunidades que iam ser fulcrais para o desfecho do jogo.

Os matosinhenses começaram os segundos 45 minutos a todo o gás com um belo lance pelo corredor direito onde aos 48 Encada cruza para o coração da área e a bola bate no braço de Hugo Gomes sendo apontado grande penalidade para o Leixões.

Wendel Silva chamou para si a responsabilidade de apontar a grande penalidade, algo que deixou desagrado José Mota, já que a conversão do penálti era para Fabinho. Wendel converteu o penálti e apontou o segundo golo na temporada.

A reação dos vila-condenses foi imediata e aos 52 a ligação pelo corredor direito a fazer efeitos com Sylla a cruzar para Pedro Mendes que apareceu para colocar a bola no fundo da baliza de Beunardeau.

Logo a seguir, o lance capital da partida. Aos 55 Morim com uma oportunidade de ouro pelo corredor direito quase apontava golo com a bola a bater no braço esquerdo de Aderllan e depois no poste da baliza. 

José Mota visivelmente irritado pediu grande penalidade, após Hugo Miguel ter interpretado que não era um lance passível de 'penalty', embora haja razões para castigo máximo, a marcação da grande penalidade e a expulsão a Aderllan.

Disputava-se em campo futebol de alta qualidade, tanto que a cada remate perigoso do Leixões respondia o Rio Ave também com lances que levavam perigo como foi aos 55 com Zé Manuel a levar Beunardeau a uma grande defesa.

O Leixões reagiu muito bem ao golo sofrido, com vários jogadores a melhorar de rendimento como foi o caso de Pastor que melhorou gradualmente ao longo do encontro.

Aos 60 o mais recente reforço, o avançado suíço João Oliveira ex-Cova da Piedade estreou-se em campo.

O Leixões colocou toda a 'carne no assador' para sair de Vila do Conde com pontos, apostando aos 81 com a presença de elementos mais ofensivos, com a entrada de Yuri e Thalis, passando a estar em 4x1x4.

Os vila-condenses satisfeitos com o resultado, demoravam tempo a colocar a bola em campo e a realizar as substituições. 

José Mota descreveu após o final da partida que Vítor Gomes "fez muitas faltas em demasia e que não deixou os jogadores do Leixões sair a jogar".

Até final Yakubu Aziz aos 88 tirou tinta ao poste com um bom remate cruzado e aos 89 Thalis com um belo livre quase batia Jhonatan. 

O Leixões procurava um jogo mais direto para tentar chegar ao golo, mas não conseguiu.

O central Gustavo França foi expulso aos 90+3 por acumulação de amarelos, deixando o Leixões a jogar os últimos dois minutos com menos um jogador.

O Leixões pelo que protagonizou ao longo da segunda parte e pelo lance aos 55 minutos em que a marcação da grande penalidade e da expulsão ao central vila-condense poder ter ditado outro rumo ao encontro, merecia sair com pontos de Vila do Conde.    

O Leixões, terceiro classificado com sete pontos volta ao campeonato em casa frente ao Varzim no fim de semana de 11 a 12 de setembro. 


Fonte das Fotos: Duarte Rodrigues


Diogo Bernardino  

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