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domingo, 8 de março de 2020

MESQUITA DÁ TRIUNFO AO LAVRENSE EM JOGO INTENSO E EMOTIVO

Estádio do Lavrense
AF Porto Divisão de Honra Série 1 (Jornada 23)
Árbitro: Simão Santos
Lavrense 1-0 Pedrouços


Ao intervalo: 0-0
Marcador: Mesquita (53)
Disciplina: Amarelo para Pulga (23), Ramalho (47), Mesquita (62 e 75) e Padrão (90). Vermelho para Mesquita (75).


Lavrense: João Padrão, Diogo, Mesquita, Barreira, Luís André, Leandro, Zidane (Martins, 76), Barreira, Paulino (Ruizinho, 70), Leo (Mica, 70) e Hulk (Berto, 81).

Treinador: Nuno Gonçalves


Pedrouços: Mata, Folha, Ramalho (Fabinho, 81), Musa Sukuni, Machado (Fabrice, 54), Diogo, Hugo (Pedrinha, 81), Medeiros, Rafa, Pulga e Iago.

Treinador: Joca


O Lavrense conquistou um triunfo muito importante para as contas do campeonato, ficando assim a sete pontos do segundo, o Pedrouços e a uma possibilidade menos complicada de poder subir de divisão a faltar oito jornadas para o fim da prova.

Foi Mesquita quem desfez o nó aos 54 minutos para apontar o seu quinto golo da temporada, ele que está a realizar a melhor temporada desde que iniciou a sua carreira como sénior, filho de Pedro Mesquita, que foi jogador de Leça, Leixões e Rio Ave.

O Lavrense continua a não saber o sabor da derrota da casa, tendo apenas deixado cair quatro pontos no seu reduto, fruto de dois empates.

A classificação ditava à partida um jogo emotivo e equilibrado e isso não fugiu à regra, boas dinâmicas, características de uma equipa com experiência de campeonatos semi-profissionais como o Pedrouços e o Lavrense devido à irreverência dos jovens que compõem um dos plantéis mais jovens do campeonato.

Sem sinal da falta de algumas peças chave em ambas as equipas, o jogo esteve numa constante de parada e resposta com o Pedrouços a começar melhor a partida com Medeiros (ex-Leça e ex-Padroense) a comandar o meio-campo maiata no qual aos cinco minutos Musa Sukuni com a sua envergadura e elevada estatura a colocar em sentido o guardião João Padrão, como um lance aos 19 por parte de Medeiros.

Mesmo assim o Lavrense com alguma dificuldade no início em manter a posse de bola, teve lances de perigo como Mesquita (7), Zidane (9) e Hulk (22). A partir daqui o Lavrense tinha a noção de que tinha de ser muito forte técnico e taticamente.  

O Lavrense conseguiu ser uma equipa mais atrevida e mais aguerrida, não deixando a equipa do Pedrouços jogar à bola, o que tornou muito difícil a tarefa do Pedrouços, especialmente na primeira parte.

A surpresa do onze, Rui Paulino que fez o seu quatro encontro como titular, o seu décimo oitavo na temporada, facilmente terminou com as dúvidas que poderiam haver da sua qualidade, conseguindo criar jogadas com muita qualidade, movimentado por todas as alas do terreno, tratando a bola por tu e criar os lances que iriam originar 20 minutos de domínio do Lavrense na primeira parte.  

Aos 34 minutos um dos casos do encontro, jogada pelo flanco direito protagonizado por Mesquita ao qual cruza e Folha corta a bola para canto ao qual a formação da casa pediu grande penalidade por mão na bola do defesa, ao qual o árbitro interpreta que aquele braço era o único apoio que o central tinha para se levantar depois do corte.

Até final, o Lavrense esteve por cima do jogo com remates de Paulino (38) e Luís André (39).

Destaque no Pedrouços para o central Musa Sukuni, que travou com eficácia algumas iniciativas perigosas do adversário, com facilidade no cabeceamento ao primeiro e segundo poste devido ao seu porte físico e com boa visão de jogo era uma das peças chave da equipa de Joca.

Na segunda parte, mais equilíbrio, mas o Lavrense no primeiro lance de perigo consegue chegar ao golo, Paulino sorrateiro e desequilibrador nato, depois de ter sido castigado em vários lances, consegue ganhar o lance sobre o defesa do Pedrouços que faz falta no entender do árbitro.

Mesquita cara-a-cara com Mata não tremeu perante a oportunidade e colocou o Lavrense em vantagem no marcador.

A partir daqui o Pedrouços com a entrada de Fabrice para o lugar de Machado, jogava num sistema completamente diferente aos 54 minutos, passando a ter três defesas e a jogar em 3x4x3.

A equipa maiata fez com que o Lavrense nos últimos minutos tivesse de recuar e deixar jogar apenas em transições de contra-ataque e a partir daqui Hugo aos 60, Fabrice aos 72 criaram boas chances, mas aos 71 Diogo quase que borrava a pintura num corte que passa por cima da baliza de Padrão, o que deixa o guarda-redes preso no relvado quase sem reação.

Aos 75 minutos, contrariedade para o Lavrense, com Mesquita a ser expulso por acumulação de amarelos, deixando a formação de Nuno Gonçalves a jogar apenas com 10 jogadores os últimos 15 minutos.

Mesmo assim, quando se pensava que a formação jovem mas irreverente e destemida do Lavrense não fez anti-jogo e até teve os lances mais perigosos por Leandor aos 81 e por Mica aos 90+2 que estiveram perto de marcar.  

Com a sua qualidade, humildade, entrega o Lavrense conseguiu manter o seu estilo de jogo apesar das dificuldades que havia.

O Pedrouços com mais experiência teve duas oportunidades perigosas por Ramalho aos 80 e Iago aos 86.

Mérito para as duas equipas, num jogo que levou ao rubro as bancadas pela quantidade de lances de excelente qualidade. Quando assim é o povo agradece.

O Lavrense, quatro classificado com 44 pontos vai ao terreno do Custóias para um dérbi matosinhense, a 23 de março, às 15:00.  


Fonte das Fotos: DR e UD Lavrense


Diogo Bernardino

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