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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ARMÉNIO SANTOS FALA SOBRE A DISPENSA DO TREINADOR (foi a decisão mais difícil de tomar em 45 anos de vida)

Arménio Santos, presidente da UD Lavrense, sobre a saída do treinador, esclarece que:
 
“ Fui, eu quem trouxe o técnico Eduardo Paixão para a UD Lavrense, e em boa hora o fiz, porque se trata de um homem responsável e muito trabalhador, fez um trabalho que é de enaltecer, ao serviço do clube”
 
Mas então o porque da sua saída?
 
“ O técnico, não estava bem e, parecia que já não se enquadrava a filosofia do clube, pareceu-nos, não ter o controlo do balneário, inclusive, chegou a por o seu lugar à disposição por duas vezes…e recordo as situações, na derrota em casa frente ao Custóias e, na derrota em casa do Balasar, esta última foi diante dos sócios que Paixão, pôs o lugar à disposição, e prosseguiu dizendo que ” tive que tomar a decisão, reuni com os restantes diretores, e decidimos por unanimidade, que o melhor seria dispensar o treinador. Esta foi a decisão mais difícil que tive de tomar.”
 
E com alguma tristeza estampada no rosto, Arménio Santos acrescenta:
 
“ Tenho amizade com o Paixão para além do futebol, amizade que perdura há mais de trinta anos, esta foi a decisão mais difícil que tive de tomar em 45 anos de vida…mas como na vida e no futebol, temos de tomar decisões, e eu defendo os interesses do clube que presido, desejo ao Eduardo Paixão as maiores felicidades para a sua vida e os maiores êxitos desportivos, ele tem muita qualidade e com toda a certeza vai voltar a treinar”.
 
Presidente, e o novo técnico, que é?
 
“ Decidimos convidar o Professor Pacheco, que orientava o escalão de Juvenis do clube, o qual aceitou o desafio em colocar a UD Lavrense na rota do êxito desportivo.”

PAULO GENTIL SAÍU DO CD CANDAL

Paulo Gentil, técnico que desde a época passada estava ao serviço do Candal, deixou o comando técnico da equipa após a derrota por 4-1 em casa do Sobrado no passado domingo. Em declarações ao A Bola é Redonda, o treinador explicou os motivos que o levaram a pedir a demissão, que foi aceite pela direcção liderada por Vasco Oliveira:
 
"Como sabem, tínhamos problemas desde o início da época que fomos tentando resolver, a direcção também se esforçou para os resolver, mas o certo é que não se conseguiu colmatar as lacunas que tínhamos a nível atacante e eu e a minha equipa técnica chegamos a um entendimento de que era melhor sair",
revelou Paulo Gentil, que sai no entanto com o sentimento de dever cumprido:
"Em termos desportivos, mediante as lacunas que tínhamos, estávamos dentro do pretendido que era um lugar que permita à equipa disputar a Liga d'Elite Pro-Nacional na próxima época. Agora, nunca tivemos uma referencia na área que nos possibilitasse termos mais pontos, apesar de termos que disputar os minutos que faltam contra o Oliveira do Douro e também o jogo com o Nogueirense, que podem alterar a classificação e colocar a equipa noutra posição. Na nossa perspectiva, o dever foi cumprido",
  realçou o técnico que afirmou ter partido dele a decisão de sair:
"A decisão partiu de mim, mas a direcção também aceitou. Nós somos ambiciosos e queremos mais, assim como a direcção do clube. Poderíamos ter saído antes, tivemos convites, mas não o fizemos pois estávamos na expectativa de conseguir colmatar as lacunas que tínhamos. Vamos esperar que o telefone toque",
disse, afirmando que deseja a melhor sorte à sua antiga equipa:
"Desejo a melhor sorte ao Candal, como é óbvio. A equipa continua a ter uma excelente performance defensiva, mas as falhas na frente, com certeza, irão continuar", concluiu o treinador.
 
Paulo Gentil tornou-se assim no quinto treinador a deixar o Candal desde que a direcção de Vasco Oliveira tomou conta do clube em 2010/2011. Paulo Santos, Israel Dionísio, Edmundo Duarte e Teixeirinha foram os outros nomes que já passaram pelo banco candalense, sem o sucesso pretendido. Segue-se agora José Veloso, técnico que esteve ao serviço do São Pedro da Cova na última temporada.
 
In A bola é Redonda

PAIXÃO, SENTE-SE INJUSTIÇADO, E CONTA COMO FOI!


Eduardo Paixão, começou por dizer que “Cortaram-me as pernas, nem acredito no que me fizeram, mas faz parte do futebol.”
 
MITCHFOOT: Mister, em seu entender, qual o motivo que justificou a sua saída?
 
EDUARDO PAIXÃO (MISTER): “Não vejo justificação aparente para tal, pediram a manutenção, estamos em 7º lugar, a 4 ou 5 pontos do 5º lugar, que dizem que da acesso a subida, o objetivo da direção que era manutenção a 19ª jornada esta cumprido e, despendem-me!..Será que este ano descem 10?.. Mas tudo bem, se a minha saída for benéfica para o Lavrense que é um clube, que gosto muito, tudo bem! Não saio com rancor de miguem mas sim completamente triste pela injustiça que me fizeram, depois de assumirem perante o plantel que o objetivo era a manutenção, mandam-me embora...estou louco!” Com ar abatido, lá foi perseguindo: “A única razão que vejo para tal (ironicamente falando), penso que será por sermos umas das melhores equipas a praticar bom futebol, por termos incutido no grupo um futebol vistoso com bola sempre juntinho a relva sempre a sair a jogar e não incutir um futebol a distrital, ou seja pontapé para frente e fé em Deus, por todo lado que passamos todos adversários nos diziam que eramos uma das melhores equipas a praticar futebol, pena foi não ser possível conciliar as boas exibições com resultados positivos, até o próprio presidente dizia nos balneários que o adversário nos felicitou pelo futebol praticado para ternos calma que tava mos no caminho certo e no fim…toma la!”
 
MITCHFOOT: Como lhe foi comunicado a dispensa dos seus serviços, no clube?
 
MISTER: “A justificação do presidente foi que tinham que mudar alguma coisa e isso passou por mandar treinador embora não pela qualidade do treinador, que eu era um excelente treinador mas, que a nível de disciplina tinha que mudar, como é possível? Estamos juntos desde Agosto e, nunca houve um atrito entre jogadores e treinadores, nem sequer entre jogadores, embora fosse normal, no futebol numa entrada mais dura num treino, mas nem isso se passou, conseguimos criar uma família e, um balneário fantástico! Não percebo onde os jogadores se excediam e de que forma, é que eu não tinha pulso! Trabalhávamos, afincadamente durante a semana, para estar bem ao domingo. Construímos um plantel de grande categoria, só a prémios por objetivos.” Com o semblante bastante carregado, Eduardo Paixão, não conseguia disfarçar o que lhe ia na alma, com a voz embargada prosseguiu: “Cumprido está a 19ª jornada, só nós, equipa técnica acreditava-mos e incutia-mos no grupo, que era possível ir mais longe, mais, acreditamos, e tenho a certeza que esse fantástico grupo de jogadores o vai conseguir, os princípios estão lá, as rotinas de jogo existem e, eles sabem que sim! Vão conseguir, só tenho pena de na altura, não fazer parte desse grupo maravilhoso. Construi-mos um plantel completamente novo, do nada, até nos diziam que íamos ser uns coitadinhos, vão direitinhos, o que é certo, do nada fizemos uma excelente equipa e, o que mais me custa é deixar um balneário, que no principio, com é normal, era dividido, por virem uns de cada lado e dos restos como diziam, conseguimos construir um balneário forte e coeso e isso deixa-me triste deixar o que tanto trabalho me deu a construir e a unir uma autentica família entre os jogadores e treinadores. “
 
MITCHFOOT: Mister, sente que cumpriu com o que lhe foi proposto, tem o sentimento do dever cumprido, que deixar alguma mensagem aos jogadores, pois quanto sei, essa possibilidade, foi-lhe negada pelo presidente?
 
MISTER:” Antes de mais, quero agradecer a oportunidade de que o “mitch” me deu para “desabafar ” e aproveitar para me despedir dos jogadores, já que fui impedido de o fazer no balneário, pelo presidente, alegando que seria melhor para o grupo” (Pausa..) “Para vocês jogadores(guerreiros), é com grande tristeza que deixo de faze parte do vosso grupo, estou orgulhoso de ter trabalhado com um grupo tão fantástico, de qualidade, não tenho palavras para descrever a tristeza que sinto em não poder fazer parte daquilo que conquistei, o vosso carinho, respeito e amizade, um bom haja para vocês e desejo-vos toda a sorte do mundo, sem dívida merecem. Uma palavra de agradecimento aos técnico que me acompanharam neste desafio que infelizmente chegou ao fim, Orlando e José Hora, este que já era da casa, em solidariedade para comigo decidiu também abandonar o cargo de técnico de guarda-redes e, dizer-lhe, que foi com enorme prazer trabalhar com ele e obrigado por todo apoio que me deu e acrescentar, que homens como ele há poucos. Ao clube e à sua massa adepta, agradecer-lhes a oportunidade que me deram e, o carinho que me presentearam”
 
MITCHFOOT: Mister, sinto no seu olhar, de que algo ficou por dizer, quer acrescentar algo mais?
 
MISTER. “ Eu não queria, mas aqui vai; a “cama” estava preparada há 3 semanas, só tinha que empatar ou perder e, com perdi fora de casa, em cima do minuto 90,realizando um bom jogo, toma! A vida não pára, o gosto pelo futebol também não! Estou recetivo a outros convites, telefone de contacto: 913315010. Abraço a todos e muito obrigado por esta oportunidade.